Resenha: Uma questão de química / Bonnie Garmus

Resenha: Uma questão de química / Bonnie Garmus

💬 “Uma mulher dos anos 1960 com opinião própria é uma receita para um desastre? Não quando se trata de Elizabeth Zott.”

Resenha ✨

384 páginas // Bonnie Garmus // Editora Arqueiro
Olá, leitores. Hoje trago a resenha do livro UMA QUESTÃO DE QUÍMICA, que eu recebi em parceria com a editora Arqueiro, e foi lido pela colaboradora, Juh Pongeluppe.

Elizabeth Zott sabe que só o fato de ter nascido mulher, já faz com que todos os outros a subjuguem.

Sendo uma talentosa química, ela só quer fazer seu trabalho da melhor forma possível, mas, para a comunidade científica de meados de 1960, igualdade de gênero não existe.

Porém, existe uma única pessoa que consegue enxerga-lá como a mulher incrível, batalhadora e excelente profissional que é: Calvin Evans, o introvertido e brilhante pesquisador idolatrado por todo o instituto.

O amor floresce, a química entre eles é avassaladora, mas a vida é sempre imprevisível.

Os anos passam, e por uma jogada do destino, ela se torna uma estrela em ascensão.

Se tornando a maior estrela do programa de televisão mais visto do mundo, ela ensinará muito mais do que culinária e química: ela desafiara as mulheres a pensar.

✨Um dos melhores livros que li no ano e em toda a minha vida.

Essa história é absolutamente primorosa.

Acompanhar como a mulher, ainda mais sendo cientista na década de 1960 é tratada, para nós que vivemos mais de 60 anos depois, chega a ser impressionante e triste.

Mas, não pense ser um livro triste e que te deixará depressivo, pois, ele não é. A maneira como a autora conseguiu abordar um tema tão sério como este, com a leveza com que ela retratou é impressionante.

A Elizabeth foi uma personagem revolucionária, afinal, ela descobriu uma forma de ensinar as mulheres muito mais do que química e cozinhar, mas sim, a pensar que elas são muito mais do que os homens a julgavam.
Ela foi uma guerreira durante toda a história, sem se deixar abalar, e superando tudo e todos.

Além disso, eu me apaixonei pelos personagens secundários. O Calvin é um mocinho muito bacana, apesar de todo o seu jeito peculiar de ser.
E como não amar a Madeleine? Que criança mais fofa e divertida! Ela trouxe mais leveza ainda para a trama.

A crítica que a autora fez a sociedade é impressionante. Retratando temas como o machismo, a desigualdade entre os gêneros, os abusos que nós sofremos apenas por sermos mulheres entre outros, foram tratados de forma muito responsável, e que nos leva a pensar, que apesar de já termos evoluído muito como sociedade, a luta das mulheres para serem ouvidas segue sendo importante e necessária até hoje.

É um livro que eu confesso que não estava dando nada, mas que entregou absolutamente tudo.
Portando, recomendo essa história de olhos fechados, pois, sei que todos que a conhecerem, vão entender o motivo dele ter sido uma das minhas melhores leituras da vida.

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