Resenha: A biblioteca da meia-noite / Matt Haig

Resenha: A biblioteca da meia-noite / Matt Haig

A biblioteca da meia-noite
Matt Haig
Bertrand Brasil
308 páginas
2021
4/5⭐️

Vamos falar de arrependimentos e novas chances? Sim. Vamos!

Temos aqui uma romance inspirador que traz uma protagonista chamada Nora Seed, que diante de tantos talentos pessoais não conseguiram realizar nada de efetivo em sua vida. Nora é uma derrotada que tem medo de viver a vida.

Demitida, deprimida e agora infeliz com a repentina morte de seu gato de estimação, Nora vaga pelas ruas de sua cidadezinha inglesa pensando em colocar um ponto final na sua vida. E, nessa altura, a narrativa começa!

Nora, num estado inconsciente, se acha dentro da Biblioteca de Meia-Noite (porque no seu relógio, o tempo nunca avança depois das 00:00), conversando com a bibliotecária Sra. Elm, pessoa importante em sua vida, sobre suas escolhas e seus arrependimentos.
Nesse ponto, abre-se para ela, a imensa biblioteca da sua vida, com um livro que narra todos os seus arrependimentos e também uma infinidade de livros com suas possíveis outras vidas.

A protagonista, ainda num estado inconsciente (porque nós leitores já sabemos o que ela fez, não é mesmo?) através dos livros da biblioteca da meia-noite, vive uma infinidade de vidas onde ela conhece o sucesso, a fama, o amor, a satisfação pessoal e então ela se da conta que a vida pode ser vivida de diversas maneiras, mas o que realmente importa é que só aprendemos a viver, vivendo, sem medo, nos arriscando e, às vezes, nos arrependendo.
Nora descobre que a métrica que usamos para medir o que é sucesso ou qualquer vitória pessoal é dispensável porque, às vezes essa noção de “sucesso” vem de modificada com uma impressão falsa. Perdemos muito tempo nos comparando com outras pessoas querendo nos satisfazer com um sucesso semelhante ao de outro alguém. O conselho que salta aos olhos é: foque nas suas realizações. Você não está numa corrida. Você está vivendo a sua vida e, repito, o único modo de aprende-lá é vivendo!

O autor, em vários pontos do livro, vai flertar com a filosofia existencialista, mas o que fica evidente é a intenção de fazer o leitor refletir acerca do que é viver.

Enfim, mesmo que a narrativa seja um pouco lenta no início e um pouco repetitiva (afinal, vamos acompanhar nossa mocinha em várias vidas, entrando e saindo da biblioteca) recomendo demais a leitura.
Pode ser o chacoalhão que você está precisando!

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